Cobertura de continuidade
Onde falta resposta, onde a resposta existe mas não foi ensaiada, e por que os dois não são a mesma pendência.
Duas perguntas diferentes
A cobertura responde duas coisas que costumam ser confundidas numa métrica só. A primeira: existem processos de negócio sem nenhuma estratégia de recuperação? A segunda: dos que têm, quantos têm uma estratégia primária que ninguém validou ou que foi validada há muito tempo?
Separá-las importa porque o trabalho é diferente. Processo descoberto exige decidir o que fazer. Estratégia desatualizada exige marcar um exercício. Uma métrica única de "cobertura" esconderia a segunda atrás da primeira.
O que conta como desatualizada
Estratégia primária nunca validada, ou validada há mais de doze meses, entra na lista de desatualizadas. A avaliação é sobre a primária — a que a organização pretende executar — e não sobre o conjunto de alternativas.
Estratégias do tipo aceitar ficam fora: aceitar é uma decisão registrada, não um procedimento que se ensaia. Cobrá-las produziria uma pendência estruturalmente impossível de fechar.
A régua vem do BIA
Nem todo processo descoberto tem o mesmo peso. A criticidade que ordena a lista vem do BIA, pela cadeia processo → produto → avaliação de impacto. Um processo que sustenta um produto crítico e não tem estratégia é outra conversa em relação a um processo de apoio na mesma situação.
Isso também significa que a leitura depende de a cadeia estar mapeada. Processo sem produto associado não tem criticidade derivada, e a cobertura não inventa uma.